domingo, 17 de julho de 2016

Nação mais justa. Igreja mais fiel

“Há tempo para todo propósito debaixo dos céus”, nos diz o texto sagrado dos cristãos. Os mais velhos dirão que já passamos por “vários tempos” neste nosso Brasil. Mas hoje - concordaríamos todos - é um tempo de enorme desarranjo político, tristeza e descrença. Um tempo de profunda crise política, graves desafios econômicos, sérios conflitos ideológicos e uma intolerância social que ameaça o próprio futuro.

Como Aliança Cristã Evangélica, nos solidarizamos com as vítimas deste nosso momento, denunciamos as artimanhas que não desejam reformas profundas e afirmamos todo o esforço possível para que a transparência dos fatos seja buscada e a justiça seja exercida. E oramos para que este nosso tempo convulsionado não seja em vão, mas nos leve a ser uma nação que:
                                                Busque a paz,
                                                Viva a justiça,
                                                Exerça o amor,
                                        Ampare os que sofrem.

Buscamos inspiração e direção nas palavras de um de nossos profetas bíblicos quando ele aponta para o que Deus espera de nós:
                                               pratique a justiça,
                                               ame a fidelidade e
                            ande humildemente com o seu Deus.

Como Aliança Evangélica, representamos denominações eclesiásticas, organizações, ministérios e líderes de todo o Brasil, sendo pautados por Cristo, sua palavra, buscando ser uma igreja a serviço de Deus no Brasil de hoje. Os valores e princípios que aqui expressamos guiam a nossa própria caminhada e os afirmamos sem nenhum vínculo ou compromisso partidário:
                                               Paz com justiça,
                                    Compromisso ético individual e coletivo,
                             O serviço ao outro como exercício de cidadania,
                    Processos decisórios transparentes e respeitadores do outro,
                          Liberdade com responsabilidade num estado laico.

Reconhecemos que estes princípios e valores precisam ser aplicados e vividos primeiramente por nós mesmos, como cristãos brasileiros, o que nem sempre tem sido o caso. Por isso, lamentamos quando:

• A fé cristã é colocada a serviço de práticas públicas e políticas espúrias.
• Nos posicionamos na sociedade em busca de benefícios próprios.
• Levantamos a nossa voz, na sociedade, de tal maneira que discriminamos ao outro, expressamos belicosidade e usamos instrumentos de poder que são “caciquistas” e “clientelistas”.

Juntos oramos: “tem misericórdia de nós, Senhor!”

Justiça e misericórdia para o Brasil

Solidarizamo-nos com tantos que neste tempo têm perdido o seu emprego, com as crianças que têm ficado sem merenda escolar, os enfermos que têm encontrado as portas dos hospitais fechadas -- para citar alguns dos sinais de dor que marcam a nossa hora de crise. Crise esta que requer denúncia de todos os mecanismos de apropriação indevida, do que a Lava Jato é apenas uma pequena amostra.

Afirmamos todo o esforço que se está fazendo, em todos os níveis possíveis, para desvendar mecanismos e estruturas de suborno e de corrupção. Denunciamos a nossa estrutura política que está vergonhosamente podre e tem protagonizado cenas que seriam cômicas se não fossem marcadas por processos decisórios que têm consequências para toda a nação.

Necessitamos urgentemente de uma reforma política reestruturante e que questione os benefícios e os privilégios de todos os poderes republicanos, dialogando com os segmentos da sociedade civil que buscam o bem comum e não apenas os interesses próprios em viciadas e vergonhosas artimanhas de desvio, favorecimento e aparelhamento. Hoje, o que percebemos são mudanças de governo que reproduzem as mesmas práticas políticas espúrias e os mesmos conluios para beneficiar os detentores do poder nas diferentes esferas da república, com tentativas de enfraquecimento dos processos de averiguação dos fatos e assim evitando, quando necessário, a denúncia e a punição dos envolvidos em mecanismos de corrupção.

Advertimos a sociedade do perigo das mudanças superficiais que queiram garantir a manutenção da nossa injusta estrutura. E chamamos a atenção ao risco momentâneo de se buscar um “salvador da pátria” que não tenha compromisso nem com o sistema democrático, nem com a reforma política necessária e nem com os mais pobres e vulneráveis.

Somos o povo da esperança e da oração

Cremos que Deus quer oportunizar um novo tempo para o Brasil e quer inspirar o povo de sua igreja para isto. Expressamos a busca por este novo tempo através da oração que Jesus nos ensinou:
                                                 Pai nosso que estás nos céus,
                                                  Santificado seja o teu nome.
                                                        Venha o teu reino,
                                                           Seja feita a tua vontade
                                                   Assim na terra como no céu.

                                             O pão nosso de cada dia dá-nos hoje,
                                                   E perdoa-nos as nossas dívidas
                             Assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.
                               E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal,
                                  Pois teu é o reino e o poder e a glória para sempre.
                                                                  Amém

Brasil, 12 de julho de 2016
Aliança Cristã Evangélica Brasileira

Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado (31/10/2014). Retirado de Fotos Públicas (13/07/2016)


quinta-feira, 2 de junho de 2016

O incômodo de ver


Por William Lacy Lane


Se pudesse eu viraria o rosto. Ultimamente, temos muitas razões para virar a cara para o que está diante de nossos olhos. Se temos um mínimo de senso de justiça, certamente, estamos incomodados com o que vemos e ouvimos sobre nosso país.

Um profeta é muitas vezes retratado como alguém que anuncia uma visão da parte de Deus. Mas o profeta como mediador dessa visão frequentemente se incomodava com o que lhe era mostrado. O profeta de Israel era aquele indivíduo incomodado com as injustiças principalmente porque elas denunciavam a quebra da aliança, isto é, o distanciamento dos padrões que Deus tinha estabelecido para o povo de Israel.

Ao olhar para a nação na perspectiva da justiça de Deus, o profeta se perturba e ora:
“Senhor, por que me fazes ver tanta maldade, opressão, injustiça, corrupção, e manobras sem fim pelo poder? Essa foi a oração de Habacuque, que ainda acrescenta, a lei se afrouxa, a justiça nunca se manifesta” (Hc 1.3,4).

Veja que a pergunta do profeta não é “por que tanta injustiça e violência?”, mas sim “por que me fazes ver...?”. É como se o profeta estivesse inconformado com seu papel de mediador da visão de Deus. O que ele vê o perturba profundamente.

Como o profeta, também me sinto, assim como tantos brasileiros, incomodado, inconformado e perturbado. Mas parece que a maior crise não é a política, social e econômica, e sim, a crise pessoal, a perturbação de ter de ver tudo isso. Como seria bom se não tivéssemos de ver nada que nos desalenta. Habacuque pergunta a Deus por que ele tem de ver aquela injustiça e corrupção.

No entanto, o profeta não estava vendo tudo. Deus o convida a ver entre as nações e observar (Hc 1.5). Por mais sensíveis que sejamos às injustiças, nossa visão ainda é limitada, senão tendenciosa. O profeta estava vendo a situação de seu povo na perspectiva da injustiça e da violência praticadas contra seu próprio povo. Deus o convida a olhar numa perspectiva mais ampla que envolve não só o cenário internacional como também a perspectiva da ação dele no mundo.

Uma vez que a situação que estamos enfrentando no Brasil se politizou tanto, cada um olha e enxerga o que quer de acordo com suas preferências ideológicas, partidárias, de valores, e tudo isso regado com a forte propaganda dos meios de comunicação que também tem seus interesses políticos e econômicos.

Enxergamos a injustiça, a corrupção, o abuso, o golpe, a ilegitimidade apenas no outro. Pior, achamos que eliminando o outro, extirparemos o problema e a sociedade voltará à normalidade.

O que Deus quer ainda mostrar a Habacuque é algo inacreditável: “vocês não vão acreditar quando lhes contarem” (1.5). Deus diz: “estou trazendo os babilônios para invadir a terra e dar cabo dessa situação” (1.6). Melhor imagem contemporânea que posso pensar para captar a gravidade dessa mensagem é como se Deus dissesse: “vou trazer o Estado Islâmico para resolver o problema da corrupção no Brasil!”. Deus estava anunciando que traria uma nação violenta, cruel e impostora para resolver a injustiça de Judá.

Além do anúncio histórico da invasão dos babilônios, destruição e exílio de Judá, essa mensagem também revela que o problema da corrupção e da injustiça estava afetando toda a sociedade, não apenas a corte do rei, e que para resolver isso era necessário que toda a nação fosse renovada.

Habacuque fica ainda mais incomodado e acusa Deus de ser tão puro que não vê nem observa a maldade (1.13). Agora Habacuque convida Deus para enxergar direito e fazer algo contra o ímpio!

Há tantas outras coisas que não vemos ou não queremos ver em nosso país e no mundo. Talvez a mídia não dê a mesma dimensão à gravidade desses problemas ou porque não são mecanismos do jogo do poder. Preferimos virar o rosto aos moradores de ruas, jovens e crianças nas drogas, aos abusos e violência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos, refugiados etc. Não queremos ter essa visão. Preferimos uma visão das coisas celestiais, visões angelicais de sucesso e prosperidade. Essas sim nos animam.

Por fim, o profeta se rende, se coloca em vigia “para ver o que ele me dirá” (2.1). Deus ordena Habacuque a escrever a visão que, dentre outras coisas diz: a promessa de Deus se cumprirá, arrogância não é padrão para a vida, o justo vive por sua fidelidade. Mas o que se segue está longe de ser uma visão angelical. Pelo contrário, é um retrato dos abusos na sociedade e de certas práticas são condenáveis (Hc 2.2-20).

Como gostaria de ver apenas o que me faz bem à vista. Mas não é possível a quem serve um Deus justo deixar de ver a injustiça.

Como Habacuque é tempo de nos colocarmos na torre de vigia “para ver o que ele” nos dirá e estar prontos a proclamar ousadamente o que vemos.


William Lacy Lane (billy) . Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).

Foto: Cristina Romano/Freeimages.com


Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-incomodo-de-ver

sábado, 28 de maio de 2016

Vacina contra corrupção

                                      A LAVA JATO ESTÁ VACINADA

Por Pedro C. Costa

Foram muito próprias as palavras do ministro aposentado do Supremo Ayres Brito que se deu nessa quinta-feira 26/05/2016 no Jornal Nacional. Veja o vídeo no link abaixo.

“Jamais o Supremo entraria neste tipo de orquestração, de conluio. O Supremo é um fidedigno intérprete e aplicador do sistema jurídico a partir da Constituição. A Lava Jato está vacinada contra qualquer tentativa de embaraço, de desfazimento, de bloqueio, ela se autonomizou. Passou a ser uma questão de honra nacional prosseguir com ela. A Lava Jato hoje é um patrimônio objetivo do país. Não há governo, não há bloco político, não há conluio que impeça a Lava Jato de prosseguir, fazendo essa união virtuosa democrática, já observada com o julgamento do mensalão, a união entre direito penal e princípios republicanos”, afirmou Ayres Brito.

Link: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/05/operacao-lava-jato-resiste-tentativas-de-interferencia.html

terça-feira, 3 de maio de 2016

A Babilônia é aqui!

Por João Leonel


Pressionado pela política das grandes nações. Ouvindo vozes de falsos profetas que repetem com convicção: “paz! paz!” Testemunhando governantes corruptos subirem ao trono um após outro. Sendo guiado por líderes que agem como pastores que destroem as ovelhas. Vendo os tesouros do templo serem levados por alianças espúrias com pretensos aliados. A fome acompanhando os mais pobres como uma companhia indesejada. Perdendo seus jovens e promissores profissionais para outros centros. Assistindo ao desaparecimento dos elementos estruturadores da sociedade: a terra, a cidade e o templo. Rechaçando os profetas e seus vaticínios como palavras de lunáticos radicais. Marchando em direção ao exílio onde permanecerá por setenta anos.

Israel estava no exílio. O povo havia sido levado para a Babilônia, desterrado em virtude de seus contínuos pecados. Os mesmos profetas que haviam predito o exílio profetizaram o retorno. Ainda havia esperança.

Tempos de sofrimento eram também tempos de revisão de vida e redirecionamento de caminhada.

Estamos no exílio. Sim, em pleno século 21, nós, brasileiros, estamos na Babilônia. A história de Israel revive em nossa história. Vivemos a consequência de nossos pecados individuais, coletivos, estruturais. Nossas lideranças políticas, com raras exceções, nos enganam, nos vendem, são falsos profetas de uma paz cada vez mais distante. Os donos do capital vendem e compram corrupção.

Os poderes que estruturam nossa nação estão tão destruídos como os muros de Jerusalém e as colunas do templo. Não sobrou tijolo sobre tijolo.

Nossos tesouros, nossos muitos tesouros têm sido entregues em negociatas combinadas nas sombras da noite e comemoradas sob a luz de gabinetes com carpetes ou em restaurantes luxuosos.

Nossos pobres, como sempre, choram e lamentam as dores do passado e a desesperança do futuro.

Os jovens talentosos de nosso povo têm sido levados por multinacionais e universidades de países ricos. Não querem mais viver aqui.

Ficamos calados, sem resposta, quando nossos filhos nos perguntam sobre o futuro.

Estamos na Babilônia! E, o que é pior, não há profetas para predizer o retorno à nossa terra. E aqueles que o fazem têm sotaque, cheiro e jeito de falsos profetas.

Estamos na Babilônia! Quando voltaremos para nosso querido Brasil? Quando os reis, os governantes, os poderosos permitirão que retornemos? Daqui a setenta anos? Quem nos dera termos um Jeremias que nos desse tal esperança!

Quando acabarão as mentiras, as corrupções, os desvios, os desmandos, os líderes enganadores?

Quando voltaremos para o Brasil, meu Deus?

• João Leonel é graduado em Teologia e Letras. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Pós-doutor em História da Leitura pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Professor no Seminário Presbiteriano do Sul, Campinas (SP), e na graduação e pós-graduação em Letras, Universidade Presbiteriana Mackenzie, SP. Autor do e-book  Perguntas de Quem Sofre.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Meu Deus, o que fizeram com o Brasil?

                                     Imagem: www.mood.com.br/2013/06/

Por Cícero Alvernaz

Fico pasmo ao ver e sentir o que estão fazendo com o nosso País. Um País que tinha (e ainda tem) tudo para dar certo caiu em mãos erradas e hoje vive de crise em crise, ou é visto como uma brincadeira de criança onde se entra e sai a hora que bem quer e se muda as regras no meio do jogo, ou quando bem lhe interessa. Um País desgovernado, prestes a implodir, com uma economia em frangalhos, onde nem a eleição é séria, pois ela pode ser burlada, manipulada e fraudada ao sabor das conveniências. É difícil conviver quando não se acredita nem se confia mais nas pessoas e nos poderes constituídos. Tudo fica solto, sem rédeas e sem nenhum propósito. É assim que vejo o nosso País.
Tudo começou, segundo fui informado via imprensa, no primeiro mandato do ex-presidente, logo no começo, com a eclosão daquele que ficou conhecido como o maior escândalo da história do Brasil. Nunca na história deste País se ouviu e se viu um escândalo como aquele que é denominado "Escândalo do Mensalão", que até hoje não foi apurado e não tem ninguém preso, e ninguém devolveu o dinheiro desviado. Coisas do Brasil. O ex-presidente na época saiu pela tangente afirmando que não sabia de nada. Simples, ingênuo, e o pior é que "todo mundo" acreditou nele. A partir daí a coisa veio se desdobrando com depoimentos, ameaças e, por fim, apareceu o Ministro Joaquim Barbosa que resolveu por ordem no galinheiro, mas quando estava quase conseguindo, estranhamente se aposentou precocemente, e o caso virou piada nacional. Hoje não se fala mais nisto, virou bruma ou fumaça.
Quem pensava que não tinha mais nada para acontecer se enganou. O que não falta neste País são escândalos. São tantos que nem dá para mencionar sem esquecer a metade. Nem vou falar do escândalo da Petrobrás para não ficar doente de novo. É uma novidade atrás da outra, o rombo chega, sei lá, a quantos bilhões de reais, chegando até a preocupar os Estados Unidos. Um dos mais recentes foi o escândalo da eleição presidencial, que até hoje nenhum eleitor consciente engoliu. Houve de quase tudo desde o primeiro turno, e no segundo turno foi uma vergonha, para dizer pouco, com suspeitas e mais suspeitas de manipulação e, por fim, um resultado no mínimo estranhíssimo. O mais incrível é que a Oposição (existe Oposição?) não moveu uma palha para apurar os fatos, mostrando estar mancomunada com a Situação. Ficou o dito pelo não dito. E segue a carruagem. Seria cômico se não fosse trágico. Nunca imaginei, em 40 anos votando religiosamente e escrevendo sobre política, que um dia fosse escrever isto. Eu que sempre pensei que essas coisas só acontecem em outros países. Mas alguém está fazendo escola por aqui.
Nosso País hoje vive mais uma crise que, em vão, muitos querem negar. O nosso PIB (Produto Interno Bruto) é uma piada. Ele deveria ser chamado "Pequena e ingênua brincadeira". E tudo segue esta linha e continua como vinha, sem sair do lugar e sem dar mostras de melhora ou recuperação. A Carga Tributária lá em cima e os serviços básicos sendo ignorados ou esquecidos. O Governo culpa a crise mundial, mas já ficou provado que a crise é interna em função de tantos "jeitinhos" e desgovernos em 12 anos ininterruptos em que se brinca de governar um País tão importante, um País-continente. Eu fico triste pelo povo crédulo, enganado, que teve a sua consciência comprada e é ludibriado todo dia. Mas, por outro lado, não posso fazer quase nada, pois sou apenas um cidadão neste País, onde em pleno Século 21 ainda se brinca de governar e ainda se zomba abertamente do povo. Meu Deus, o que fizeram com o Brasil?


Fonte: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/meu-deus-o-que-fizeram-com-o-brasil

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Previsões fúnebres...

                            Charge: Ivan Cabral

Por Pedro C. Costa

As eleições se foram e o dia de finados já passou, mas um clima funesto vem infestando os ares da economia e da política no Brasil. Vejamos:

Já faz um bom tempo que a seca afeta grande parte da população brasileira que carece também de saneamento básico. A cidade de São Paulo vive hoje uma crise de abastecimento de água inédita. O Sistema Cantareira que abastece esta capital atingiu 13% da sua capacidade no dia 27/10/14 e a Sabesp contabiliza nesse índice a segunda cota do 'volume morto'.

Dados oficiais apontam a interrupção do processo de redução da miséria. Finalmente, o governo da Dilma Roussef apurou via IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, ligado ao Palácio do Planalto), que o número de indigentes do país cresceu de 10,08 milhões em 2012, para 10,45 milhões no ano passado. Não seria ironia dizer que se a pobreza extrema cresce serão necessárias ter mais covas para sepultar os 'mortos'.

Foi noticiado que a Presidenta está disposta ao diálogo. Mas, não se sabe se ela se dispõe a dialogar com a oposição ou com os partidos que apoiaram a sua reeleição. A oposição exige a apuração das denúncias de corrupção veiculadas que aconteceram nesse governo e ainda cobra por reformas, pois o país que não cresce corre o risco iminente de 'morte'.

O momento político mais parece uma briga de foice no escuro. Que entre 'mortos' e feridos, se salvem todos, sobretudo os que vivem em situação de extrema pobreza...

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1538927-cantareira-chega-a-13-de-capacidade-ja-com-segunda-cota-do-volume-morto.shtml

Fonte: http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2014/11/05/pela-primeira-vez-dados-oficiais-apontam-que-miseria-parou-de-cair/

Charge: http://www.ivancabral.com/2014/11/charge-do-dia-finados.html

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PT (Perda Total...)

                                     Charge: Néo Correia

Por Pedro C. Costa

As eleições acabaram e a vitória foi do PT (Partido dos trabalhadores). Agora, viola no saco e todo mundo vai voltar à rotina aguardando que nos próximos quatro anos possa haver alguma mudança no país. Quem votou em Dilma espera que as promessas feitas desde o início do governo do Lula sejam cumpridas. E até mesmo essa esdrúxula promessa de tirar o povo como disse Lula: da merda...

Se isso não ocorrer, os eleitores terão razão para arrepender-se...


Vídeo: Presidente Lula fala palavrão durante discurso em São Luis do Maranhão 
https://www.youtube.com/watch?v=pmynCeTCknM

Chargista: Néo Correia -  UOL Perfil - Perfil de blogbocadura